Vila Velha, 07 de Setembro de 2010

10.08. 2008

Mais do que um grande administrador e diretor da Editora Vozes, Frei Aurélio Stulzer ficou conhecido em Vila Velha (ES)  pela sua dedicação aos enfermos. Há 27 anos, a fraternidade do Santuário oferece medicamentos para várias enfermidades, desde as mais simples, como um machucado na pele, até algo mais complexo como o tratamento da depressão.


Por mês, mais de 800 pessoas procuram a pastoral em busca de tratamentos naturais. “Até médicos fazem uso dos nossos remédios e, muitos, encaminham seus pacientes para fazer um tratamento paralelo com os remédios naturais. Muitas crianças desnutridas fazem uma dieta com nossas misturas e ficam boas, mas a gente sempre recomenda que se faça um acompanhamento médico também”, explica a coordenadora Humbelina Vasconcelos Queiroz, que é a voluntária mais antiga neste trabalho. É ela que deu continuidade a esta pastoral com a morte de Frei Aurélio em 1995. Segundo o guardião da Fraternidade do Santuário do Divino Espírito Santo, Frei Gilmar José da Silva, Dª Humbelina guarda os segredos e as fórmulas de Frei Aurélio “a sete chaves”.

 Dª Humbelina lembra que a maioria dos atendimentos é feita com pessoas que moram no município, mas tem gente de outras partes da Grande Vitória e até mesmo fora do Estado. Os medicamentos mais procurados são os indicados para o tratamento da menopausa, depressão, tosse, bronquite, obesidade e até para parar de fumar.


Segundo Frei Gilmar, em média, a Pastoral atende cerca de 40 pessoas por dia, entre consultas e massagens. Muitas pessoas vêm em busca da “pomada milagrosa”, que é feita à base de 20 ervas e é usada para cicatrizar machucados não-infeccionados. Todos os remédios são doados, apenas é feita a comercialização de produtos de perfumaria, como sabonetes e shampoos.

Todo o trabalho é feito com base nas doações, importantes para produzir os remédios e comprar os equipamentos necessários ao trabalho. “O custo da gente é pesado, pois um pacotinho de erva desidratada custa R$ 2,00 e cada pacote dá para fazer apenas um litro de remédio. Isso não dá para quase nada porque às vezes a gente chega a fazer até 20 litros de remédio por semana”, explica a voluntária Nelly Simões Prezotti, que trabalha há 14 anos na Farmacinha.

As voluntárias se ressentem com a pequena ajuda que recebem das comunidades, pois nem sempre as pessoas que têm condições de colaborar se prestam a dar algum dinheiro para o trabalho. A coordenadora da pastoral queixa-se que, no geral, é a comunidade carente quem mais se esforça para contribuir. 


Mesmo com as dificuldade, as 35 voluntárias que participam do projeto da Pastoral não trabalham com a possibilidade de largarem o serviço da igreja e dizem que não há nada mais compensador na vida.


Clique aqui e conheça mais  o Trabalho da farmacinha Frei Aurelio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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